O atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirma que já conquistou resultados na economia, um deles sería a inversão na tendência de queda de índices de confiança no país. “A curva já inverteu, o que mostra que estamos indo na direção certa”, disse Meirelles ontem (29).

Meirelles disse que um diagnóstico correto da recente crise econômica é importante diante do ambiente de recessão que o Brasil vem passando, para que se possa trabalhar nas soluções. “Tanto na economia, como na vida e como na medicina, é importante que o diagnóstico seja correto. Partindo daí, trabalharemo com eficiência as causas dos problemas”.
Segundo Meirelles, os países que mais cresceram e que mais evoluíram foram aqueles que atacaram os principais problemas, e não aqueles que tentaram resolver todos os problemas de uma só vez.
Meirelles citou uma comparação entre dois grupos de países que tinham partido de uma base baixa, os chamados subdesenvolvidos. “Em ambos os grupos, os países tem longa lista de problemas. A tentação de todos é atacar todos os prolemas ao mesmo tempo”. Segundo ele, os países que focaram identificar os principais problemas e resolvê-los cresceram de forma substancial. “Deixaram de ser países subdesenvolvidos e passaram a ser potências industriais”.

Causas da crise

Sobre as causas da crise, para o ministro, houve uma queda da confiança no país e em sua economia, que fez com que o Brasil perdesse investimento e diminuísse contratações. Ele atribui esses problemas à falta de sustentabilidade do crescimento das despesas públicas e da dívida pública. Segundo o ministro, no momento em que a despesa e a dívida públicas sobem muito e de forma insustentável, consequentemente aumenta-se também o risco.
“Quanto mais sobre a dívida pública, é mais recursos que o governo tem que captar na sociedade. As coisas se somam numa espiral negativa”, disse, citando o desemprego, a queda do consumo e uma série de ações em cadeia que tendem a desestabilizar a economia.
Meirelles acredita que, frente ao que chama de “diagnóstico central”, o país tem que controlar esse crescimento insustentável da despesa pública. A solução apontada por ele é uma proposta de emenda constitucional sobre o teto de gastos, que limitaria o crescimento das despesas à inflação do ano anterior.

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